terça-feira, 1 de julho de 2014

DEZ ANOS DE COTAS NA UNIVERSIDADE: O QUE MUDOU?

Por Igor Carvalho, na Revista Fórum- junho 2014

Em 1997, apenas 2,2% de pardos e 1,8% de negros, entre 18 e 24 anos cursavam ou tinham concluído um curso de graduação no Brasil. O baixo índice indicava que algo precisava ser feito. “Pessoas estavam impedidas de estudar em nosso país por sua cor de pele ou condição social. Se fazia necessário, na época, uma medida que pudesse abrir caminho para a inclusão de negros e pobres nas universidades”, lembra a pesquisadora e doutora em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Teresa Olinda Caminha Bezerra.

A solução encontrada para que se diminuísse o déficit histórico de presença de negros e pobres nas universidades brasileiras foi a adoção de ações afirmativas por meio de reservas de vagas, que ficaram conhecidas como cotas. Porém, por todo o país, houve resistências à sua implementação.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A Copa é de todas as raças

A campanha Copa sem racismo da CNTE quer envolver os educadores brasileiros na discussão e na superação de todas as formas de preconceito dentro e fora de campo.  

O coletivo antirracismo Dalvani Lelis, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, aprovou na última reunião do Conselho Nacional de Entidades, realizada em Brasília, no final de maio, a criação da campanha permanente "Racismo é crime", com a proposta de colocar em pauta o respeito à diversidade. A primeira ação é voltada para a Copa do Mundo. Com o tema "Copa sem racismo", a campanha quer sair da sala e aula e alcançar os estádios de futebol, ensinando que é preciso torcer junto, sem discriminação.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Dilma sanciona Lei sobre cotas raciais no serviço público

Escrito por: Portal Brasil

A presidenta Dilma Rousseff sancionou, nesta segunda-feira (9) o projeto de Lei que trata das cotas raciais no serviço público. O documento reserva 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais a pretos e pardos.

A aprovação do projeto é considerada uma vitória na luta pela igualdade racial no Brasil, como ação afirmativa estratégica para acelerar a mobilidade da população negra nos próximos dez anos.

Entre os anos de 2004 e 2013, a fatia de negros que ingressou no serviço público variou de 22% a quase 30%.  De acordo com a edição mais recente do Pnad, os negros representam uma parcela de 53% do universo da população brasileira.  

terça-feira, 1 de abril de 2014

Artigo: O racismo na vida, no trabalho e a luta diária para combatê-lo

Maria Julia dos Reis Nogueira, 
sec nacional de Combate ao Racismo da CUT

A secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia dos Reis Nogueira, fala sobre os desafios no ambiente de trabalho

Por Maria Julia dos Reis Nogueira, secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT

O Brasil concentra a maior população afrodescendente fora da África e, mesmo assim, negro continua sendo o maior alvo da violência e sofrendo a maior desigualdade no mercado de trabalho. Apesar de serem mais da metade da população brasileira, os negros estão subrrepresentados e invisíveis.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

História - O destino dos negros após a Abolição

destino-negros
Morro da Favela (atual Providência), em 1927. Após a Lei Áurea, os negros libertos foram buscar moradia em regiões precárias e afastadas dos bairros centrais das cidades. Uma grande reforma urbana no Rio de Janeiro, em 1904, expulsou as populações pobres para os morros

Gilberto Maringoni - de São Paulo 
A campanha abolicionista, em fins do século XIX, mobilizou vastos setores da sociedade brasileira. No entanto, passado o 13 de maio de 1888, os negros foram abandonados à própria sorte, sem a realização de reformas que os integrassem socialmente. Por trás disso, havia um projeto de modernização conservadora que não tocou no regime do latifúndio e exacerbou o racismo como forma de discriminação
A campanha que culminou com a abolição da escravidão, em 13 de maio de 1888, foi a primeira manifestação coletiva a mobilizar pessoas e a encontrar adeptos em todas as camadas sociais brasileiras. No entanto, após a assinatura da Lei Áurea, não houve uma orientação destinada a integrar os negros às novas regras de uma sociedade baseada no trabalho assalariado.
Esta é uma história de tragédias, descaso, preconceitos, injustiças e dor. Uma chaga que o Brasil carrega até os dias de hoje.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

TVT disponibiliza vídeos do curso História da África

Acompanhe abaixo os vídeos das aulas do curso sobre História da África que foram ministradas de fevereiro a novembro de 2013:
Aula 01 - Curso de Formação política: A desconstrução da África mítica - 1/3
Aula 01 - Curso de Formação política: A desconstrução da África mítica - 2/3
Aula 01 - Curso de Formação política: A desconstrução da África mítica - 3/3
Aula 02 - Disponibilização em breve
Aula 03 - Curso de Formação política: Racismo e Luta de Classes - 1/5
Aula 03 - Curso de Formação política: Racismo e Luta de Classes - 2/5
Aula 03 - Curso de Formação política: Racismo e Luta de Classes - 3/5
Aula 03 - Curso de Formação política: Racismo e Luta de Classes - 4/5
Aula 03 - Curso de Formação política: Racismo e Luta de Classes - 5/5
Aula 04 - Curso de Formação política: O racismo no Brasil - 1/3
Aula 04 - Curso de Formação política: O racismo no Brasil - 2/3
Aula 04 - Curso de Formação política: O racismo no Brasil - 3/3
Aula 05 - Curso de Formação política: Lutas africanas na África e na Diáspora - 1/5
Aula 05 - Curso de Formação política: Lutas africanas na África e na Diáspora - 2/5
Aula 05 - Curso de Formação política: Lutas africanas na África e na Diáspora - 3/5
Aula 05 - Curso de Formação política: Lutas africanas na África e na Diáspora - 4/5
Aula 05 - Curso de Formação política: Lutas africanas na África e na Diáspora - 5/5
Aula 06 - Curso de Formação política: A luta dos trabalhadores, o sindicalismo e a "questão" racial - 1/2
Aula 06 - Curso de Formação política: A luta dos trabalhadores, o sindicalismo e a "questão" racial - 2/2
Aula 07 - Curso de Formação política: Cultura Negra e Resistência social - 1/2
Aula 07 - Curso de Formação política: Cultura Negra e Resistência social - 2/2
Aula 08 - Curso de Formação política: O (Re)surgimento do movimento negro contemporâneo - 1/4
Aula 08 - Curso de Formação política: O (Re)surgimento do movimento negro contemporâneo - 2/4
Aula 08 - Curso de Formação política: O (Re)surgimento do movimento negro contemporâneo - 3/4
Aula 08 - Curso de Formação política: O (Re)surgimento do movimento negro contemporâneo - 4/4
Aula 09 - Curso de Formação política: Desafios para a luta anti-racista no século XXI - 1/3
Aula 09 - Curso de Formação política: Desafios para a luta anti-racista no século XXI - 2/3
Aula 09 - Curso de Formação política: Desafios para a luta anti-racista no século XXI - 3/3
Curso de Formação política: Conferência Magistral e avaliação do curso - Aula 10 - 1/2
Curso de Formação política: Conferência Magistral e avaliação do curso - Aula 10 - 2/2


Por : Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Assembleia Geral da ONU aprova 2015-2024 como a Década Internacional dos Afrodescendentes

Escrito por: SEPPIR

Aumentar a conscientização das sociedades no mundo quanto ao combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo é o objetivo da Década Internacional dos Afrodescendentes, criada por resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas no dia 23 de dezembro. Com o tema “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, a Década será celebrada de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024.

A abertura oficial do decênio ocorrerá entre setembro e dezembro deste ano, logo após o debate geral da 69ª sessão da Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas. Instituída, a Década dos Afrodescendentes deverá impulsionar a Declaração e o Programa de Ação da Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerância Correlata, ocorrida em Durban, África do Sul, em 2001.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Lei que define crimes de racismo completa 25 anos

Por Paulo Victor Chagas

Brasília – Foi criada há exatos 25 anos a Lei 7.716, que define os crimes resultantes de preconceito racial. A legislação determina a pena de reclusão a quem tenha cometidos atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Com a sanção, a lei regulamentou o trecho da Constituição Federal que torna inafiançável e imprescritível o crime de racismo, após dizer que todos são iguais sem discriminação de qualquer natureza.